Os Sinais do Seu Amor

Postado por em 8 mar, 2016 - Textos

O amor que se diz amor mas que ainda se coloca em prova o faz principalmente por não acreditar em si mesmo, por tentar inventar o amor onde ele ainda não pode existir.

Amor que é amor não precisa de prova. Ao contrário, produz milagres, magia e encantos como um respiro que não cessa de respirar.

É natural e não se esforça.

Quem quer amar ainda não ama. Quando é amor a coisa já está feita. É caso consumado. Não há espaço para essa de querer ou não querer. Isso nada tem a ver com o ato de amar, já que o amor não traz dúvidas.

O amor é fluxo, não dá para controlar. Também não dá pra amar mais ou menos. Amor é amor, sem tamanho, na medida exata do amante.

Se não é amor, deixe estar e siga em frente. Coragem!

Mas se é amor você já sabe, né? E não é necessário que te digam “aproveite!”, pois não há um segundo sequer que esse amor deixe de ser vivido. “Aproveitar” é redundância para o amor. São também redundantes expressões como “Amor de Verdade” ou “Amor Incondicional”. Ou alguém acredita em um amor não verdadeiro ou condicionado a alguma coisa para se amar?

Não há quem não saiba sobre o amor. Assim, fica claro que é apenas uma opção racional o acreditar nesse tal “inventar do amor”. Inventar o amor é adiar uma revelação que certamente virá, e irá organizar o que já se sabe precisar de ordem.

O amor arrasta a gente. Nos faz mudar de lugar e encontrar conforto no que a gente achava desconfortável. É ampliação pela união. Ele dita o ritmo e só depois, quando a cabeça entende, é que a gente percebe que passou a ver o que não via, que alguma coisa mudou para aquilo que, curiosamente, sempre foi o status quo.

O amor não está nem aí para os pré-concebidos: conceitos, valores ou julgamentos. Ele é absoluto e se justifica por si mesmo.

O amor não se distrai, pois a distração é uma tentativa de preenchimento de quem acha que está faltando alguma coisa, e amar é completude, é ver que tudo está no seu devido lugar.

O amor está além da esperança: é realidade! Não está no passado nem no futuro. É sempre presente.

Amor é perdão, liberação e liberdade! E às vezes o amor destrói, para que possamos reconstruir novas versões de nós mesmos.

É do amor que nasce essa escrita, como um copo cheio que transborda mas que, por esse mesmo amor, não há como ser desperdiçado.

Talvez seja o próprio amor querendo se espalhar para para se ver onde ele já está.
Em você.

Sinal do Amor (Foto de Arthur Belino)

Sinal do Amor (Foto de Arthur Belino)

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